Notícias

02.dez.2016

Em Marrakech, na COP22, pesquisadores da Agroicone entregam publicações do projeto INPUT a ministros

Blairo Maggi, ministro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), recebeu a publicação “Intensificação da pecuária como peça-chave na expansão da agropecuária sustentável no Brasil”, elaborada pela Agroicone, durante evento na COP22, em Marrakech. Da esquerda para a direita: Mauricio Antonio Lopes, presidente da Embrapa; Arnaldo Carneiro Filho, diretor de Gestão Territorial da Agroicone; Blairro Maggi; Leila Harfuch, gerente geral da Agroicone, e Odilson Luiz Ribeiro e Silva, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do MAPA.

 

A COP 22, plano de ação para a implementação do Acordo de Paris. Arnaldo Carneiro Filho e Leila Harfuch, da Agroicone, estiveram em Marrakech, no Marrocos, para acompanhar a conferência.

 

A 22ª Conferência Mundial Sobre o Clima (COP 22), realizada entre os dias 7 e 18 de novembro, teve como resultado um plano de ação para a implementação do Acordo de Paris, cujo manual de regras deve estar pronto em 2018. Arnaldo Carneiro Filho, diretor de Gestão Territorial Inteligente da Agroicone, e Leila Harfuch, gerente geral, estiveram em Marrakech, no Marrocos, para acompanhar a conferência.

“O resultado das eleições dos Estados Unidos gerou uma enorme inquietude entre todos que participavam da COP. Durante duas semanas discutiu-se o que fazer para que o mundo não sobreaqueça, no final, a única certeza é de que os países têm muito trabalho pela frente”, disse Arnaldo Carneiro sobre os primeiros dias do evento.

Como resposta às eleições dos Estados Unidos, a COP22 produziu uma declaração política, a Proclamação de Marrakesh, que pede aos países o “mais alto comprometimento político para combater a mudança climática”. EUA e Alemanha anunciaram seus planos de descarbonização de longo prazo, para 2050 – um dos requerimentos do acordo do clima é que todos os países façam isso. Foi lançada uma plataforma para ajudar as nações a traçar seus planos.

“Com relação aos mecanismos financeiros capazes de trazer os investimentos necessários à realização dos planos de adaptação e mitigação, nada de novo. Estes parecem ainda distantes das expectativas e seguem à espera dos sinais compreensíveis do mundo dos investidores, de que por trás das iNDCs existem negócios em perspectiva”, complementa o diretor da Agroicone.

Na ocasião, a Agroicone apresentou quatro estudos, que foram entregues aos ministros de Meio Ambiente e Agricultura e demais participantes, e estão disponíveis no site do projeto INPUT para download, os quais foram:

Intensificação da pecuária como peça chave na expansão da agropecuária sustentável no Brasil;
O Acordo de Paris e o futuro do uso da terra no Brasil;
A expansão da soja no Cerrado – Caminhos para a ocupação territorial, uso do solo e produção sustentável;
Bases para monitoramento das metas de produção do PCI – Mato Grosso, de autoria do IMEA, com apoio do projeto INPUT.

“A reunião de Marrakesh ampliou o volume de incertezas e a necessidade de movermos novos esforços nacionais e internacionais, inclusive reconhecidos pelos ministros Sarney Filho e Blairo Maggi, com vistas a construirmos um padrão de desenvolvimento em moldes sustentáveis. Mesmo assim, o senso de urgência deve fazer parte dos fóruns nacionais ao longo de 2017, tentando trazer para Bonn (COP 23) um conjunto de soluções capazes de concretizar o Acordo de Paris e as metas de cada iNDC”, finaliza Arnaldo Carneiro.